A pluma, em forma de dedos,
acenando ao longe.
Sacude a o pó da conversa.
Não pára num sorriso.
Sem caimbras na boca,
um suspiro, sequer.
O teu arrastar de pés,
incómodo.
Um corpo preso a carrilhões.
Toneladas.
Querias passar mais depressa.
Escondido pelas árvores tímidas.
As pontas dos dedos geladas,
um novo aceno.
Fugidio.
Ver-te não foi mais
do que um susto fugaz.
Ana Sashi
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