Um sonho borbulhante,
enfermo,
quase febril.
Desperto.
A minha vida perdeu-se
ao virar da esquina.
Um odor a espuma,
numa tarde de Abril.
Presa ao braço da existência. Pendem memórias para o mar
Recordações do meu baloiço de menina. Casa em ruina, um esqueleto, só.
Criança corre, corre. Bate com as palmas na areia,
mergulha nesses castelos, nas vagas.
Corre até ao Forte, antigo cativeiro de sonhos.
