sábado, abril 26
De cabelo alinhado como troncos serenos...
Braços flutuando em danças ao nascer do sol.
A sandália pisando o chão ao de leve,
descendo a rua com um esgar tranquilo.
Olhinhos de amendoim e pele de círio.
O último traço do teu rosto desenha um sorriso.
Rasta loiro, já temos saudades.
A sandália pisando o chão ao de leve,
descendo a rua com um esgar tranquilo.
Olhinhos de amendoim e pele de círio.
O último traço do teu rosto desenha um sorriso.
Rasta loiro, já temos saudades.
quarta-feira, abril 16
Vermelho
Ruminando de dentro para fora, em largos rasgos. Enche o copo, companhia amarga,
porque ela está para chegar. Vem das profundezas do que de pior habita em mim. É amarga e rude. acima de tudo, uma peste finiha cravada no calcanhar, uma pedrinha entre o pé e a sola, uma angustiazinha azeda de líquido estomacal. Ruge em reviravoltas, e apetece partir e despedaçar o trilho. Pé ante pé, faz entrada triunfal. As mãos transpiram como duas bailarinas sofregas.
A RAIVA.
F.R.
porque ela está para chegar. Vem das profundezas do que de pior habita em mim. É amarga e rude. acima de tudo, uma peste finiha cravada no calcanhar, uma pedrinha entre o pé e a sola, uma angustiazinha azeda de líquido estomacal. Ruge em reviravoltas, e apetece partir e despedaçar o trilho. Pé ante pé, faz entrada triunfal. As mãos transpiram como duas bailarinas sofregas.
A RAIVA.
F.R.
sábado, janeiro 12
Comunidade
"Estendo o pé e toco com o calcanhar numa bochecha de carne macia e morna; viro-me para o lado esquerdo, de costas para a luz do candeeiro; e bafeja-me um hálito calmo e suave; faço um gesto ao acaso no escuro e a mão, involuntária tenaz de dedos, pulso, sangue latejante, descai-me sobre um seio morno nu ou numa cabecita de bebé, com um tufo de penugem preta no cocuruto da careca, a moleirinha latejante; respiramos na boca uns dos outros, trocamos pernas e braços, bafos suor uns com os outros, uns pelos outros, tão conchegados, tão embrulhados e enleados num mesmo calor como se as nossas veias e artérias transportassem o mesmo sangue girando, palpitassem, compassadamente, silenciosamente, duma igual vivificante seiva (...)".
Pacheco
Pacheco
Pacheco: um amigo de 50 paus.
"O Luiz Pacheco é provavelmente o maior filho da puta, a pessoa mais corrosiva, mais intratável que há, mas eu gosto dele. Não sei porque mas gosto dele. O Luiz tem a capacidade de dizer o que pensa, de dizer mesmo tudo o que pensa, mesmo o que não poderia dizer(...)"
Publicado por amnésia
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